domingo, 7 de julho de 2024

Aforismos SISPRO 15, As etapas do luto


09:54 05/06/2024

Tô rediagramando as desvantagens do SUGIP 4ª ed. e pensei que seria uma boa ideia usar pecados capitais como traços contra e seus opostos como traços pró.

Avareza Bondade

Gula Temperança

Inveja Caridade

Ira Paciência

Luxúria Castidade

Ócio Diligência

Soberba Humildade


10:13 05/06/2024

Lendo sobre, começo a ficar reticente. Alguns dos pecados pode ser reflexo de neuro-divergências, que podem ser substituídas por alternativas calcadas na ciência, e não em moralidade difusa.


15:02 13/06/2024

Eu tava revendo a simulação de vaquinha da BALA pra tirar o valor do PDF. Eliminei os custos de produção e envio, deixando só a porcentagem dos profissionais envoltos, 14,592% do preço de capa, que é R$ 5,49.

Então, caso alguém queira adquirir a BALA depois da vaquinha, não será nenhum problema. Só precisa definir o hiato de disponibilização. Depois da entrega do livro aos apoiadores é um bom marco.


09:54 15/06/2024


Eu tava pensando no Bruce, enquanto escovava os dentes, e pensei em de repente colocar regra pra companheiro animal. Para além da obviedade (aspectos, dotes, traços, expectativa de vida) falar também sobre o luto e como como isso afeta o aspecto social e os dotes sociais da boneca. Então dependendo da relação com o companheiro, você perder a agência, a interação, de realmente se socializar. E dependendo da intensidade isso pode extrapolar pra algo mais. Mas pra isso eu tenho que ler um pouco mais sobre o luto. Como se configura para o fator psicológico e social. Então vou vou dar uma lida pra poder elaborar melhor.


00:01 27/06/2024

Refletindo sobre a transmissão ao vivo do último Plantão Simulado, decidi fazer a BALA num volume menor que as 300 páginas idealizadas inicialmente. Não sou nem desenhista de jogo, quanto mais experiente para algo tão audacioso.


Então orcei:

Formato 148x210mm

Papel capa Cartão triplex 300g

Cores capa 4 cores frente

Orelha da capa Não

Acabamento capa Verniz uv total frente

Papel miolo Offset 75g

Cores miolo Preto

Miolo sangrado Não

Páginas miolo 80 p.

Acabamento miolo Dobrado

Acabamento livro Canoa

Guardas livro Não

Extras Termocontrátil individual

Frete Incluso

Tirarem 100.000

Custo gráfico R$ 383.000,00

Custo unitário R$ 3,83

É mais de 8000 pra caralho à beça!!!

O peso agora é de 205 g. Que segundo a última tabela para Impresso Nacional dos Correios, depois do reajuste de 4,39% em 3 de abril, foi de R$ 4,85 para R$ 5,06. Juntando com os R$ 3,90 do Registro Módico (exclusivo no serviço Impresso), temos um total de envio de R$ 8,96. Somando tudo:

  • Parcial R$ 1.374.784,17 (87%);
  • Catarse R$ 205.427,52 (13%);
  • Total R$ 1.580.211,69 (100%);
  • Apoio de A5+PDF R$ 15,80.


10:23 07/07/2024

Acabei de ler o verbete luto na Wikipedia e agora consultando artigo de referência. Mais cedo até tive um papo com Thiago Roos sobre cada Dote ser também como uma barra de energia, assim como a Força (Fç). 


10:53 07/07/2024

Em síntese, uma das teorias do luto mais difundidas segue sendo a psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross. Referência no atendimento a doentes terminais, considera 5 etapas do luto na obra Sobre a Morte e o Morrer:

Negação;

Raiva;

Barganha;

Depressão;

Aceitação.

As pessoas costumam pensar nas fases do luto como semanas ou meses duradouros, mas elas são respostas a sentimentos que podem durar minutos ou horas à medida que entramos e saímos de um e depois de outro.

FONTE: 5 etapas do luto. https://clinicapsicanalitica.com.br/etapas-do-luto/

Em caso de perda de um companheiro animal, membro do grupo ou bnj, poder-se-ia fazer teste Psicológico, com ônus e bônus pertinentes, para passar para a etapa seguinte até a última.


11:05 07/07/2024

A possibilidade de Dotes se comportarem também como barra de energia possibilitaria outras formas de disputa, por exemplo, um julgamento, onde promotoria e defesa se digladiam juridicamente. Ou o duelo infernal entre João Pestana e Lúcifer.


11:19 07/07/2024

Voltando ao luto... Analisando cada etapa para confecção de mecânica pertinente.

1: Negação

Nesta primeira fase, normalmente, a reação imediata ao anúncio da morte de alguém amado/querido é efetivamente a rejeição. A pessoa em luto não acredita, e recusa-se a acreditar na possibilidade de ter perdido algo ou alguém tão querido, rejeitando assim a realidade. “É impossível!”, é o pensamento constante e recorrente que assola a pessoa.

Neste caso, a negação tem como objetivo protegê-la de uma verdade inconveniente, no entanto esta negação pode desestruturá-la psicologicamente. Este estágio do luto pode variar na sua duração, podendo demorar minutos, dias ou semanas a passar.

É comum que a pessoa em luto procure o isolamento social e o distanciamento de tudo que a faça recordar o indivíduo/ser que partiu.

Uma primeira falha no teste Psicológico deixa a bj aqui. A margem de falha, hiato entre o valor alvo e o valor obtido, devera ser descontado da Interação (Iç) da bj. Quando recobrar a Iç inicial, poderá ir pra próxima etapa.


2: Raiva

Sentimentos como a raiva, a angústia, o desespero, o medo, a culpa e a frustração são uma constante na vida da pessoa em luto. Este turbilhão de sentimentos invade lhe frequentemente a mente, levando-a ter condutas ríspidas e desagradáveis para com os outros. A agressão será a resposta, quando alguém a tenta trazer para a realidade, pois sente-se ainda incapaz de aceitar a perda.

É possível que a pessoa em luto manifeste a sua raiva por meio de atitudes autodestrutivas, como beber exageradamente, discutir com desconhecidos e destruir propriedade alheia. A pessoa encontra-se transtornada e não compreende a gravidade das suas ações/comportamentos.

Uma segunda falha no teste Psicológico deixa a bj aqui. A margem de falha, hiato entre o valor alvo e o valor obtido, devera ser descontado do Intelecto (It) da bj. Quando recobrar o It inicial, poderá ir pra próxima etapa.


3: Negociação

Esta fase do luto consta de negociações, ou seja, a pessoa em luto negoceia consigo própria ou com uma entidade superior em que acredita na tentativa desesperada de aliviar a sua dor. Diversos pensamentos tais como “e se eu tivesse feito isso” ou de “se eu fizer X coisa, posso reverter a situação” invadem a mente da pessoa em luto. Mesmo que ela tenha consciência da impossibilidade de desses atos, ela alimenta-os para se confortar.

Uma terceira falha no teste Psicológico deixa a bj aqui. A margem de falha, hiato entre o valor alvo e o valor obtido, devera ser descontado do Raciocínio (Rn) da bj. Quando recobrar o Rn inicial, poderá ir pra próxima etapa.


4: Depressão

A pessoa é invadida por um grande sofrimento, que pode prolongar-se por semanas ou meses. Ela apega-se à dor causada pela partida do ente querido, usando-a como “alimento” para permanecer em estado depressivo.

Assim, a pessoa em luto tipicamente chora muito, repensa as suas decisões e experiências de vida, isola-se de familiares e amigos, tem crises de saudade e não consegue retomar a vida normal tal como era antes.

Este estágio do luto requer muito apoio por parte das pessoas que lhe são mais próximas, para além de acompanhamento psicológico, fundamental em certos casos.

Uma quarta falha no teste Psicológico deixa a bj aqui. A margem de falha, hiato entre o valor alvo e o valor obtido, devera ser descontado da Agência (Ac) da bj. Quando recobrar a Ac inicial, poderá ir pra próxima etapa.


5: Aceitação

A aceitação é o último estágio do luto, pois é nesta ocasião que a pessoa em luto compreende a sua nova realidade, composta pela ausência de quem partiu. Os sentimentos e angústias já foram todos exteriorizados, originando uma sensação de paz interior.

O facto de se aceitar a perda de alguém que amávamos muito, não significa, seguir a vida como se essa pessoa nunca tivesse existido. Não é esquecer os momentos bons partilhados com ela, nem enterrar lembranças agradáveis. A saudade ainda vai mexer com as emoções e o ente amado ainda pode aparecer nos pensamentos da pessoa em luto, anos após a partida do ente querido. Por vezes, a saudade existente é tamanha, que ainda é possível sentir o cheiro do ente querido.

Aceitar significa conviver pacificamente com a perda. É o mesmo que recordar a pessoa que partiu com carinho, estar agradecido por ela ter feito parte da sua vida, compreender que é preciso continuar a viver mesmo sem a presença dela, compreendendo que a vida não é infinita.

Um primeiro sucesso no teste Psicológico deixa a bj aqui. A margem de sucesso, hiato entre o valor alvo e o valor obtido, devera ser o bônus na Interação (Iç) da bj para auxilio de enlutados até a etapa de aceitação.


12:46 07/07/2024

Resumindo, teste de luto:

  1. Teste Psicológico (P) fácil (25%), normal (50%) ou difícil (75%) dependendo da proximidade. Passando, vai pra 5ª etapa; Falhando, vai pra 1ª.
  2. Após superar a 1ª etapa, faz novo teste Psicológico pra tentar pular pra etapa seguinte. Falhando, se mantém na atual.
  3. Após superar a 2ª etapa, faz novo teste Psicológico pra tentar pular pra etapa seguinte. Falhando, se mantém na atual.
  4. Após superar a 3ª etapa, faz novo teste Psicológico pra tentar pular pra etapa seguinte. Falhando, se mantém na atual.
  5. Após superar a 4ª etapa, faz novo teste Psicológico pra descobrir o modificador de Interação (Iç) no auxílio de enlutados. Passando, tem bônus igual a margem de sucesso. Falhando, tem ônus igual a margem de falha, hiato entre o valor obtido e o valor alvo.

Claro que se trata de uma regra opcional. Caso haja consenso à mesa, mj e bj podem usar esse recurso mecânico-narrativo.

Beijo no quengo e até a próxima.

quarta-feira, 3 de julho de 2024

Relato de sessão, Dungeon Trash, Dia 4



Dungeon Trash* - Jogo teste aberto

Sessão 2: 15/06/24 no Discord do Rizoma (agradecimentos ao César pelo espaço, ao Marcelo e ao Xiko pelo espaço nos blogs para hospedar os relatos)

Jogadores: Gustavo e Ewerton

Personagens: Dimas (Gustavo), Tovak (Ewerton) e Gilmar (Ewerton)

-x-

Dia 4 do Segundo Ano Pós-Bomba

Era o quarto dia do segundo ano após a queda da bomba. Dimas e Tovak estavam no bunker, rodeados por sombras, debatendo sobre a escassez de recursos que ameaçava suas vidas.

— Já se passaram dois dias sem que tenhamos algo para comer e beber. Estou fraco pra cacete - resmungou Tovak, com a voz carregada de desespero.

— Vamos à superfície hoje. Vamos dar sorte, eu posso sentir - retrucou Dimas, com um otimismo desesperado.

Mal sabia ele o horror que os aguardava na superfície. Os dois partiram a leste do bunker, sob uma neblina pestilenta e um céu nublado. A paisagem era um mar de pilhas de lixo e entulhos, uma visão dantesca que parecia saudar a sua chegada com um silêncio mortal. Enquanto buscavam desesperadamente por recursos, depararam-se com duas criaturas sinistras, remanescentes dos horrores que haviam testemunhado no hospital dias antes.

— Venha, vamos em silêncio por dentro dessa pilha de lixo. Vou atirar com meu lançador de pregos em um deles e os pegamos de surpresa! — sussurrou Tovak, com determinação nos olhos.

Preparando a arma improvisada, Tovak disparou, e o prego atravessou o crânio de uma das criaturas, que caiu morta instantaneamente. A outra, alertada pela morte do companheiro, saiu correndo, contornando a pilha de lixo, mas não sem antes lançar uma machadinha na direção de Tovak. O som do impacto e o estalo seco do crânio de Tovak foram seguidos por um filete de sangue escorrendo por seus olhos. Ele caiu morto, sem vida.

Dimas, com a adrenalina disparada, viu seu companheiro cair e, com o coração acelerado, correu para a pilha à esquerda. Arremessou a machadinha que estava enterrada na testa de Tovak, mas errou. A criatura contornou a pilha e, agora de frente para Dimas, avançou com outra machadinha. O golpe rasgou o colete à prova de balas que Dimas usava, mas não conseguiu feri-lo gravemente. Em um movimento ágil, Dimas contra-atacou, acertando o braço da criatura, que soltou um grito agudo de dor enquanto sangue negro escorria de seu ferimento. A criatura, com um golpe de baixo para cima, acertou a perna e o abdômen de Dimas, espalhando sangue pelo chão. Contudo, o ataque deixou a criatura exposta, e Dimas, com um golpe certeiro e cheio de fúria, decapitou-a.

Ferido e com a respiração pesada, Dimas correu até o corpo de Tovak, recolhendo seus pertences. Despediu-se rapidamente do amigo morto quando ouviu um estrondo seguido de uma explosão. Um avião caía a poucos quilômetros de distância. Dimas olhou ao redor e percebeu que estava sendo observado. Um homem saiu de trás de uma pilha de lixo.

— Eu sou Gilmar e vi tudo. Você deu cabo daquela criatura! Mas seu amigo deu azar, né?

— Pois é, você viu tudo e nem para ajudar? Enfim, você viu o avião? — respondeu Dimas, com amargura na voz.

— Sim, vi! Posso me unir a você? Que tal irmos até o avião?

— Ok! Vamos, não podemos ficar dando sopa.

Os dois partiram em direção ao avião e encontraram-no partido ao meio, sendo saqueado por pequenas criaturas aladas de forma organizada. Decidiram voltar e vasculhar uma loja de eletrônicos no caminho. Encontraram 21 queijos azedos em boas condições e um carrinho de carregar caixas com os pneus furados.

Voltaram para o bunker com os queijos e o carrinho. No caminho, avistaram uma roda gigante, relíquia de um parque de diversões em ruínas, que se erguia contra o horizonte cinzento como um símbolo de um passado irremediavelmente perdido.

E assim terminou mais um dia na desolação de um mundo devastado pela poluição ambiental, onde cada passo pode ser o último, e a esperança é um luxo que poucos podem se permitir. 

Anotações de Gustavo Negreiro


Thiago Roos


*Dungeon Trash é um jogo de horror e sobrevivência trash em um mundo devastado pela poluição ambiental. Está em fase de jogos teste e é de autoria de Thiago Roos e Thiago Elendil.

sábado, 22 de junho de 2024

Relato de sessão, Dungeon Trash, Dia 1


Dungeon Trash - Jogo teste aberto

Sessão 1: 05/06/24 no Discord do Rizoma (agradecimentos ao César pelo espaço)

Jogadores: Thiago Elendil, Ewerton, Gustavo e Xikowisk

Personagens: Afrânio (Elendil), Tovak (Ewerton), Dimas (Gustavo) e Zé (Xikowisk)

-x-

Dia 1 do Segundo Ano Pós-Bomba

Afrânio, Tovak, Dimas e Zé buscavam a melhor maneira de racionar os poucos recursos que ainda tinham para sobreviver. Restavam apenas algumas bolachas, água potável e dois litros de Trash Cola, que com sorte durariam pelo dia.

Sentados ao redor de uma pequena fogueira improvisada dentro do bunker, Tovak confirmou que o gerador havia se "entregado".

— Fiz o meu melhor, mas não tem jeito. Temos que ir à superfície para encontrar uma correia, ferramentas e combustível se quisermos manter essa geringonça operante — disse, após molhar a garganta com o resto de Trash Cola.

— A comida e a água também estão acabando. Não vai ter jeito mesmo! Temos que nos arriscar — emendou Afrânio.

Os quatro incautos decidiram explorar ao norte do colégio onde o bunker estava situado. Dimas notara, na última vez que passaram por lá, um hospital e uma pilha de roupas no hall de entrada, onde poderiam encontrar algo de valor além de mantimentos durante a exploração.

Porém, no momento em que Afrânio abriu a comporta do bunker, foi obrigado a fechá-la imediatamente ao constatar que chovia ácido.

Esperaram por cinco horas e, próximo das 13h, saíram em direção ao hospital sob uma temperatura fria de uns 10 graus Celsius. Ao chegarem, avistaram a pilha de roupas logo no hall de entrada, mas decidiram fazer uma ronda no perímetro para garantir um pouco de segurança.

Os quatro decidiram circular o hospital por fora do pátio, cercado por telas. Avaliando com cautela, constataram que havia seis banheiros químicos com as portas abertas, enquanto ouviam o som de um motor veicular na rua atrás do hospital.

Afrânio tocou no ombro de Dimas e fez um sinal informando que investigaria os banheiros. Dimas acenou e o seguiu com um machado em punho. Zé e Tovak decidiram esperar, vigiando o perímetro.

Afrânio esgueirou-se entre contêineres de lixo e espiou em direção aos banheiros. Seu coração acelerou quando a temperatura começou a cair bruscamente e pequenos flocos de neve escorreram por seu nariz. Ele avistou duas criaturas estranhas, humanoides curvados, com braços longos, orelhas grandes e circulares e um nariz que parecia um focinho de uma besta infernal. Afrânio engoliu seco e, com a voz quase inaudível, pediu para Dimas voltar e avisar os outros.

Após alguns minutos, Dimas, Zé e Tovak chegaram até Afrânio.

— Eu vou dar fim a um deles e vocês dão cabo do outro — resmungou Afrânio.

— Você é louco! Vamos esperar um pouco! — A lucidez de Zé tentou subverter a ideia de Afrânio.

Os quatro entraram em consenso e decidiram esperar. Afrânio, observando as duas criaturas, notou que uma começava a dirigir-se para a rua de onde vinha o som do motor veicular, enquanto a outra entrava em um dos banheiros químicos.

— Agora é a hora! Vamos dar cabo do que entrou no banheiro! — disse Afrânio.

Os quatro se dirigiram até o banheiro, já com armas em punho e a ansiedade pulsando. Ao chegarem à porta, que estava aberta, sentiram um misto de alívio e decepção. Alívio por não precisar enfrentar aquela criatura horrenda, e decepção ao constatarem que o banheiro era uma passagem para o subterrâneo. Um enorme buraco no chão sujo e fedorento, no lugar do vaso sanitário, estava ali como uma boca aberta pronta para engoli-los. Os quatro encararam a cena com as mãos nas narinas para não vomitar diante da podridão.

— Deixemos isso pra lá, vamos seguir o outro e ver o que está acontecendo naquela rua! — resmungou Tovak.

Perseguindo a passos cautelosos, os quatro se esgueiraram até a esquina, pegando cobertura na parede do hospital. Afrânio, devido à pouca visibilidade causada pela neve e pela pouca luminosidade natural, decidiu colocar seus óculos de visão noturna e espiar para ver o que estava acontecendo.

Afrânio enxergou sete daquelas criaturas horrendas que estavam no banheiro, junto à que eles estavam perseguindo. Elas estavam em cima de um palanque de madeira, comemorando e debochando de outras seis criaturas que se aglomeravam ao lado de duas gaiolas motorizadas com quatro rodas enormes. Em questão de alguns minutos, Afrânio percebeu que essas outras criaturas eram menores e começavam a correr para pegar impulso, abrindo asas e saindo voando! Enquanto uma delas partia em sua gaiola motorizada, as criaturas do banheiro começaram a voltar com uma caixa que parecia ser o prêmio disputado com as outras criaturas, dirigindo-se na direção dos quatro incautos.


Afrânio, Dimas, Tovak e Zé correram de volta, em busca de cobertura para se esconderem e observar. Constataram que as criaturas também adentravam pelo banheiro, e o silêncio tomou conta do local.

— Vamos voltar, está frio e escurecendo. A neve vai piorar! — resmungou Zé.

No caminho de volta ao bunker, os quatro incautos, por sorte, encontraram recursos para aguentarem mais três dias nessa podridão que se tornara o mundo.


Dungeon Trash é um jogo de horror e sobrevivência Trash em um mundo devastado pela poluição ambiental. Está em fase de jogos teste e é de autoria de Thiago Roos e Thiago Elendil.

Thiago Roos

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Relato de sessão, Kalymba, A doença, parte 1


Jogo: Kalymba

Data: 2024-06-03 20:00

Nível: Moleque

Sinopse: Os Guardiões de Pontalua convocam até 5 dos seus valorosos membros para investigar sobre uma estranha doença mortal que é capaz de matar criaturas pequenininhas mais rápido que Agogwe botando as tripas para fora...e é exatamente isso que está acontecendo, entre outras coisas. Precisamos urgentemente de membros corajosos dispostos a investigar e resolver a desgraça antes que toda uma tribo de bondosos Agogwes batam as bolas e desapareçam para sempre da face de Aiyê.

Griô: Rodrigo Semente

Protagonistas: Nawi (Rabelo) e Wina (Xikowisk)

-x-

Após a convocação de Kartha, a cartógrafa, surgem dois novos membros para os Guardiões: Wina, a bouda devota de Yami; e Nawi, a humana mandingueira porradeira devota de Bao. As duas recebem de Kartha a missão de descobrir a causa da doença descoberta anteriormente por outro Guardião (Doduo) que trouxe um agogwe para a Pirâmide.

Os dois aceitam a missão e recebem, jogado em seus braços, o pequeno Mogli, o agogwe. Wina se joga da Pirâmide ao saber que Mogli consegue cair lentamente através de mandinga, que é seguido pelo pequeno peludo que se diverte muito com a possibilidade de se estabacar no chão, deixando pra última hora o uso da mandinga, o que faz Wina se borrar de medo. Em seguida Nawi pula e usa com mais tranquilidade a mandinga parando com mestria próximo a Wina e Mogli.

Os três seguem para a vila do pequenininho e, lá chegando, verificam que metade dos agogwes já morreram. Conseguem falar com Kumba, um agogwe obeso cuja maior diversão é comer, e descobrem que o começo dos eventos se devia a água preta encontrada no rio próximo. Então eles distraem os agogwes, fingindo brincar de esconde esconde, e rumam para o rio, onde logo de cara encontram a mancha escura. Puxando da memória, Nawi acha que pode haver alguma relação com uma praga lançada por um devoto de Ulom.  Wina toca a mancha com sua azagaia, e vendo a proliferação desta, larga a arma e recua do perigo com um passo para traz. Nawi usa sua mandinga para criar frutos da cura e despeja o sumo de um deles no pragado objeto como experimento. Percebendo que dissolveu a mancha, usa mandinga para detectar a origem da praga. Avista uma tênue aura conectando-a com algo ao sul.

As duas partem para o sul através da floresta e após um dia de viagem Wina percebe um cheiro semelhante ao deixado pela gosma em sua azagaia resgatada. Tomada da pressa que o rastro exigia, corre em direção ao cheiro chegando a uma rocha que tinha sua superfície esculpida como se fios de palha fossem. Wina sente a aura do local e é atacada pela sessão avassaladora vinda da rocha, que parece misturar uma aura divina em briga com uma aura corrompida.

As duas decidem não entrar no local no momento para reportar aos Guardiões as descobertas.

Rodrigo Semente

domingo, 12 de maio de 2024

Aforismos SISPRO 14, Um pouco de tudo ao mesmo tempo


12:35 17/03/2024

Acho que vou usar pictogramas neurathianos nas ilustrações. Se serve "para comunicar informações complexas de maneira simples e acessível ao público em geral, valorizando a linguagem não-verbal", serve como uma luva pra ilustrar um sistema de JIP adaptável. O fato de conseguir fazê-los é irrelevante. Não sou desenhista gráfico. Portanto, um simples boneco de palito representando algo diferente do padrão, seria desafiador.


05:40 26/03/2024

Acabei de atualizar a simulação de financiamento da bala. Mais criteriosa que a anterior, inclui algo fundamental para o preço do envio: peso.


18:15 07/05/2024

O conceito de Nível Tecnológico, do GURPS é muito bom. Não sei como introduzi-lo, mas usaria outra graduação:

  1. Revolução do Paleolítico Superior (50.000-40.000 anos atrás)
  2. Revolução Neolítica (cerca de 13.000 anos atrás)
  3. Revolução tecnológica da Renascença (aproximadamente do século XIV ao século XVI)
  4. Revolução Comercial (aproximadamente desde o século XVI até ao início do século XVIII)
  5. Revolução dos Preços (segunda metade do século XV até à primeira metade do século XVII)
  6. Revolução Científica (por volta do século XVI)
  7. Revolução Agrícola Britânica (século XVIII)
  8. Primeira Revolução Industrial (final do século 18 e início do século 19)
  9. Revolução de Mercado (cerca de 1800–1900)
  10. Segunda Revolução Industrial (1871–1914)
  11. Revolução Verde (1945–1975)
  12. Terceira Revolução Industrial (cerca de 1950)
  13. Revolução da Informação (após 1960)


18:49 07/05/2024

Carga segura é outro ponto que não apresentei. Segundo a H&S, empresa britânica de equipamentos de carga, a média de levantamento seguro (próximo ao peito, sem perigo de lesão) é de 20,5kg. Quando falamos de levantamento acima da cabeça essa média cai 4kg.

Porém para desenvolver a um cálculo preciso ter que:

Levantamento 20 kg;

Levantamento acima da cabeça 16 kg;

Fç 10.


23:32 07/05/2024

Depois de jantar e digerir, apresento a tabela que salvei às 22:12.


00:35 08/05/2024

Basicamente, é uma progressão aritmética na coluna 4, onde r é 2; e geométrica nas colunas 3, 4 e 5, onde r é 2; a coluna 2 é 90% da coluna 3.


06:01 11/05/2024

Resolvi manter a mecânica de progressão geométrica proposta anteriormente para a Fç, onde Fç11=Fç10*2, e assim por diante.


00:15 12/05/2024

Acabei de viabilizar, com a ajuda do ChatGPT, lance com ônus (1-x) no Robô de Lance de Habilidade da BALA. Mas ainda não sei como adicioná-lo ao Discord. Se tu souber, me dá uma luz nos comentários. 


03:04 12/05/2024


Eu não sou programador nem sou obrigado a saber dessa merda de imperialês técnico mais. QUE SE FODA!!! 


10:17 12/05/2024

Quando falei de Px não pensei no custo de cada estatística. Ficou entendido que ganha-se até 5 Px ao fim da sessão, mas não apresentei uma curva de progressão pra ilustrar.


11:56 12/05/2024

Consegui, depois de 1h de busca na internet e descobrir que bastava apertar UM BOTÃO no Calc 😅, fazer uma representação das progressões, mínima e máxima, do ganho de Px por sessão.

Num ganho máximo de Px por sessão, 5 Px, uma boneca de pontuação Média (100), chega a pontuação Super-humana (400) em 61 sessões de uma odisseia. Jogando uma vez por semana, dá 1 ano e 2 meses.


Já num ganho mínimo de Px por sessão, 1 Px, uma boneca de pontuação Média (100), chega a pontuação Super-humana (400) em 301 sessões de uma odisseia. Jogando uma vez por semana, dá 5 anos, 9 meses e 1 semana.


Por hoje é só. Um Feliz Dia das Mães pra você que é mãe de verdade, beijo no quengo e até a próxima.



sábado, 4 de maio de 2024

DCC com Marcelão 2024-05-04 Ascensão do Caos nº 1


Alô, você, de todo mundo, que se liga no Óciocast. Aqui é Xikowisk falando, o seu idiota com acesso a internet preferido.

Voltamos com a mesa da DCC com o Marcelão, do Dados & Canecas! Depois de sobreviver ao funil, ingressamos na Ascensão do Caos.

Num oferecimento de: 

  • Dados & Canecas. Resenhas, entrevistas, fãvista, relato de sessão, e tudo do Resgate das Antigas num só blog;
  • E Dungeons & Dados. A sua fãvista pra trazer a jogatina das antigas pra tua mesa.

SAQ - Serviço de Atendimento ao Queloniano

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PS: Como estou em Situação de OBS, esqueci de aumentar o microfone antes de gravar. Aumente o volume e perdão pelo vacilo.

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Gibi Pós-morte nº166, Clube do Livro


“Bárbaro do Planeta de Gelo foi melhor recebido.” Aidee Sea. 12 de janeiro de 2024.