quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Aforismos SISPRO 8, Robô de lance, Combate e Dano


18:07 30/08/2023

Como vai? Estava relendo o 4º aforismo, hoje a tarde, e vi que não tinha me debruçado sobre a questão levantada por Rosini, o dano. Não havia voltado a questão, mas já tinha em mente a resolução possível.

18:34 30/08/2023

No 1º parágrafo do mesmo aforismo, falei da possibilidade de uso da mecânica do War (jogo de tabuleiro de 1972, inspirado na tradução estadunidense Risk, de 1959, do original francês La Conquête du Monde, de 1957). Vamos definir o Combate e o Dano, numa tacada só, explicando o uso.

Supondo uma rodada de Ataque Melê (AM) entre a boneca 1 (b1) e a boneca 2 (b2), ambas lançarão 4 moedas (d2), onde cara é igual a 0 (zero) e coroa é igual a 25, somando sua (Força) e, se houver, Habilidade de Combate (HdC), como Espada ou Capoeira. Portanto temos:

AM=4d2+Fç+HdC

GUILLAUME, Alexandre. Capoeira – 634. Besançon, Doubs, França, 16 maio 2014. Pintura, aquarela sobre papel 300g, 15 x 20 cm. Disponível em: https://et-si.net/Blog/encres-capoeira-634-capoeira-watercolor-illustration/. Acesso em: 30 ago. 2023.

Sendo que há ataque contra defesa e em caso de empate, a defesa ganha, sem dano às partes envolvidas como se fosse uma apara ou bloqueio, no SUGIP. Quem ataca primeiro só se decide numa situação de comum acordo das partes combatentes, como em competições de esgrima ou artes marciais, onde começará a boneca com maior Rd (Rapidez), faça um cara ou coroa em caso de empate. No entanto, em demais situações, ataca primeiro quem declara ataque primeiro. Nesse caso, vamos a bonecagem:

b1: 11; Boxe 10; AM=4d2+11+10=(25+0+0+0)+21=46.

b2: 10; Capoeira 12; AMb2=4d2+10+12=(0+0+0+25)+22=47.

Do resultado do ataque menos a defesa obtemos o dano (d) a ser descontado na Fç do lado perdedor. Aplicando:

d=AMb1-AMb2=46-47=-1

Se o resultado é negativo, a atacante tomou um contra golpe, e perde Fç. Ao fim da rodada, caso continue, invertem-se os papéis de combate:

b2: 10; Capoeira 12; AMb2=4d2+10+12=(25+25+0+0)+22=72.

b1: 10; Boxe 10; AM=4d2+11+10=(0+25+25+0)+20=70.

d=AMb2-AMb1=72-70=2

Se o resultado é positivo, a atacante consegui golpear, e a defensora perde . Continuemos até o 0.

b1: Fç 8; Boxe 10; AM=4d2+11+10=(0+25+0+25)+18=68.

b2: Fç 10; Capoeira 12; AMb2=4d2+10+12=(0+0+0+25)+22=47.

d=AMb1-AMb2=68-47=21

A sorte não sorriu pra b2, que foi nocauteada ( -11) por b1 com o soco no queixo, desligando o disjuntor. ^_^ Quando a boneca fica com menor ou igual (≤) a 0 (zero), perde os sentidos. Tenho que pensar mais sobre as implicações de ≤0, mas o combate e dano estão propostos para futuros testes.

21:44 30/08/2023

Depois de voltar do mercado, comer algo e escrever os dois últimos parágrafos e meio, vou te contar o que fiz nessa tarde e que me possibilitou simular o combate acima. Às 16h22min, resolvi tentar produzir um lançador de moedas com a ajuda do ChatGPT, com alguns parâmetros para tal.


Depois de algumas idas e vindas, às 20h44min consegui meu intento pra fazer as rolagens que apresentei aqui, como pode ver abaixo. 

O azar de b2 no último lance.

Se quiser dar uma olhada, salvei o código lá no Replit. Agora é descobrir como pôr isso no Discord. Beijo no quengo e até a próxima.

sábado, 19 de agosto de 2023

Óciocast nº 53, JIP nº 8, Colonialismo no JIP



MP3
Duração 1x 32min31s, 1,5x 21min41s e 2x 16min16s.


Alô, você, de todo mundo, que se liga no Óciocast. Aqui é Xikowisk falando, o seu idiota com acesso a internet preferido.

No programa de hoje sobre o colonialismo/racismo da Hasbro/Wizards of the Coast na tradução do DRS 5,1 do DeD para “idiomas europeus”.



Citado no programa:

Tradução do DRS 5,1 de DeD para 4 idiomas europeus confirmada https://tocadocoruja.com/traducao-do-srd-5-1-de-dd-para-quatro-idiomas-europeus-confirmada/

Lista de línguas por número de falantes nativos https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Lista_de_l%C3%ADnguas_por_n%C3%BAmero_de_falantes_nativos

Ethnologue https://www.ethnologue.com/

countrymeters https://countrymeters.info/pt

Cinturão do Sol https://pt.wikipedia.org/wiki/Cintur%C3%A3o_do_Sol

Aumento populacional indiano https://jornal.unesp.br/2023/05/08/india-se-torna-nacao-mais-populosa-do-planeta-ao-mesmo-tempo-que-experimenta-boa-fase-na-economia/#:~:text=De%20acordo%20com%20os%20dados,em%20terceiro%20lugar%20do%20ranking.

Ролевая игра https://ru.wikipedia.org/wiki/%D0%A0%D0%BE%D0%BB%D0%B5%D0%B2%D0%B0%D1%8F_%D0%B8%D0%B3%D1%80%D0%B0

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quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Aforismos SISPRO 7, Pontos de Experiência (Px)



    Mês passado, li uma breve reflexão sobre Px do Igapontes, no Flecha Mágica. Lá ele levantou a bola algumas peculiaridades da premiação de Px mais comuns, sendo a por confronto a mais difundida e questiona algumas mecânicas envolvendo o gasto do prêmio em si. Pode parecer um texto modesto, mas fez levantamentos caros para mim, principalmente nesse momento de exercício criativo em que me encontro. Então decidi me debruçar sobre a questão para o BALA.
    Apesar de jogar desde 1995, joguei pouca coisa por algum tempo, de lá pra cá. Tive alguma experiência, mas não significa que JOGO HÁ QUASE 30 ANOS, como muito se ouve por aí. Se a pessoa falar isso, sem ser um desenhista de jogo, é caô. 
“Cê é o bichão, mermo! Jogou toda semana? Isso dá 1560 sessões!”
    Como o Igapontes disse, “Na nossa vida os Px acumulados se dão através de uma infinita diversidade de momentos que envolvem relações interpessoais, aprendizado, exercícios físicos e esportes, lazer, atividades de trabalho, leitura, cuidado e convívio com os animais, refeições, dança, arte, jogos analógicos ou digitais, cultivo, enfim, os momentos nos quais podemos nos referir como acúmulo de Px são infinitos.” Portanto, ao meu ver, podemos expressar o mais amplamente possível essa pontuação nas mesas ao fim de cada sessão.
    Vendo o que joguei sendo MJ, tenho GURPS 3ª ed., Vampiro: a Máscara 3ª ed.Clube de Caça (Daemon), Defensores de Tóquio 3ª ed. (RA e RAT), Dungeons & Dragons 3ª ed. (3,5, também), Mutantes e Malfeitores 2ª ed., Old Dragon 1ª ed. e por fim, mas não menos importante, Advanced Malditos Goblins! Avaliando essas obras, posso fazer um amálgama de critérios para o Px do BALA. Então vamos a eles, respectivamente:
    1 a 3 pontos por sessão por uma boa atuação dentro da concepção original do personagem.
    4 ou 5 pontos por sessão por uma atuação excelente, mesmo que isto tenha colocado a missão em perigo.
    -1 a -5 pontos por uma atuação ruim, ignorando ou violando os objetivos ou as características do personagem.
    2 a 4 pontos pela realização total da missão ou avanço em sua direção em uma campanha com mais de uma aventura.
    -1 a -2 pontos devido a uma falha parcial ou retrocesso significativo em uma aventura que dura mais de uma sessão.
    -4 ou -5 no caso de uma falha desastrosa em uma missão.
    1 ponto por personagem, por ação, no caso de uma atitude ou solução inteligente para um problema específico, desde que dentro das características do personagem.
    Sugerimos, com veemência, que nenhum PJ receba mais do que 5 Px em nenhuma  sessão. O teto mais comum seria 2 ou 3. Um personagem não deve receber pontos numa  sessão onde um de seus dependentes (PNJ) é morto, ferido gravemente ou raptado e não encontrado.
    O resultado líquido em pontos de uma aventura pode ser igual a zero, mas não pode ser negativo. O pior resultado que se pode conseguir em uma aventura é 0 pontos. Um personagem pode terminar uma sessão de jogo com um total negativo, se ela fizer parte de uma aventura. O resultado negativo não será abatido do total de pontos que o personagem já tem, mas será subtraído de qualquer quantidade de pontos que ele possa vir a ganhar durante o resto da aventura.
    Temos aqui 3 1ºs quesitos só de interpretação pra deixar hater de GURPS bolado, 3 quesitos de conclusão, 1 de inventividade e a recomendação de premiação máxima de 5. Uma condensação de quesitos seria melhor aqui. Próximo!
    Um Ponto — Automático: Cada jogador recebe um ponto no fim de cada história.
    Um Ponto — Curva de Aprendizado: Pergunte ao jogador o que seu personagem aprendeu durante o curso dos eventos. Se você concordar com a resposta, dê um ponto de experiência ao jogador.
    Um Ponto — Interpretação: Se o personagem realizou bem o papel do seu personagem, não apenas divertidamente, mas apropriadamente. O jogador realmente agiu como o personagem agiria diante das circunstâncias? Uma interpretação realmente inspirada pode valer até dois pontos de experiência.
    Um Ponto — Heroísmo: Em raras ocasiões, até mesmo os vampiros podem agir como verdadeiros heróis, arriscando tudo para permitir que seus amigos, ou até mesmo estranhos, escapem da morte certa. Se um personagem agir heroicamente e conseguir sobreviver, ele deve ser recompensado. Alguns jogadores podem querer se beneficiar desta situação. Não permita. A estupidez e o comportamento suicida não devem ser confundidos com heroísmo.
    Aqui deixamos de lado o combate e focamos na interpretação. Não é ruim, mas o iniciante não tem referência pra ter essa desenvoltura, salvo exceções. É de se levar em conta, porém sem esse foco todo. Próximo!
1- O Jogador fez uma boa interpretação?
2- O Jogador colaborou para a união do grupo?
3- Os objetivos da Aventura foram atingidos?
4- O Personagem ou o Jogador aprendeu alguma coisa?
5- O Personagem foi heroico?
    Com base nessas perguntas, o Mestre deve dar uma nota de 0 a 2 em cada pergunta para cada Personagem, que será somada aos seus Pontos de Experiência.
    Uma nota 2 significa uma atuação excepcional no quesito analisado, enquanto uma nota 0 representa uma participação muito fraca. O máximo que um Personagem pode ganhar em uma Aventura é 10 pontos e o mínimo é 0.
    Importante: evite notas totais muito altas ou muito baixas. Na prática, fique com valores entre 3 e 7, saindo dessa faixa apenas em casos especiais.
    Temos 5 quesitos, 2 para o jogador, 1 coletivo, 1 brechtiano😁  e 1 de boneca(o), premiando até 10 Px. Bom, mas falta a binariedade, ganha sim ou não. Próximo!
• 1 Px se terminou a aventura com vida. 
• 1 Px se concluiu a missão com sucesso. 
• 1 Px ou mais para cada inimigo vencido em combate justo (veja adiante). 
• –1 Px para cada derrota em combate justo. 
• –1 Px para cada companheiro morto ou perdido. 
• –1 Px para cada violação de um Código de Honra. 
    O mestre também deveria premiar com 1 Px extra os jogadores que agiram de acordo com seus personagens. Esta é uma forma de recompensar aqueles que interpretam seus papéis (afinal, JIP é interpretar) e punir jogadores que não o fazem. Se um jogador pega uma Fobia, mas “esquece” dela e não demonstra medo, esse jogador não merece um Px extra. 
    Cada jogador deve anotar na Ficha de Personagem os Pontos de Experiência que ganhou. Se ainda não tiver o bastante para comprar um ponto normal de personagem, deve esperar as próximas aventuras — ou apenas guardar para outras utilizações. 
    No total, nenhum jogador deve ganhar menos de 1 ou mais de 10 Pontos de Experiência em uma mesma aventura.
    Ó a binariedade aí! Temos 1 quesito sobrevivência de boneca(o), 1 quesito de conclusão do desafio, 2 quesitos de combate +1 pra vitória e -1 pra derrota, 1 quesito penal pró coleguismo, 1 quesito penal contra o canastrão e 1 Px extra pra interpretação. Há alguns comportamentos que tem que ser incentivados na mesa, mas não precisa penalizar dessa forma e nem pode deixar interpretação como um Px extra. Próximo!
    Quando o grupo derrota alguns monstros, o Mestre lhes recompensa com pontos de experiência (Px).(...)
    Para superar o desafio de uma armadilha, é necessário encontrá-la e confrontá-la: desarmá-la, evitá-la ou simplesmente sobreviver ao dano causado. O encontro deve ser ignorado se a armadilha não for descoberta ou não oferecer perigo (e, portanto, não fornece premiação em Px).(...)
    É possível conceder pontos de experiência aos jogadores por resolverem quebra-cabeças, descobrirem um segredo, convencerem um PNJ a ajudá-los ou mesmo escapar de um inimigo poderoso.(...) No entanto, não se sinta obrigado a conceder Px por encontros que não sejam considerados um desafio genuíno. Lembre-se que a palavra chave de “premiação em experiência” é premiação. Os PJ precisam fazer algo realmente impressionante para merecer os pontos de experiência.(...)
    O prêmio da missão deve ser superior aos pontos de experiência de qualquer encontro individual, mas inferior ao conjunto de todos os prêmios padrão.(...)
    Os prêmios por interpretação sempre são excepcionais. Ou seja, não existe um sistema para determinar os Níveis de Desafio da atuação. Contudo, essas gratificações devem ser grandes o suficiente para o jogador notá-los — talvez não mais que 50 Px por nível de personagem a cada aventura.
    Este jogo foi mais complicado de fazer uma citação, pois o conteúdo está disperso. Concisão não é o forte da Hasbro, quando se trata de JIP. Aqui o Px é basicamente pelo nível de desafio da criatura subjugada, tendo uma tabela a ser seguida. Há essa aplicação para armadilhas, também. O prêmio por inventividade é vago. O de conclusão tem que ser maior que o que foi dado por criaturas e armadilhas. E uma interpretação épica não dá mais do que 1000 Px, que você pode ganhar derrotando uma Gárgula no 5º nível. Quando Lu Cavalheiro disse, “DeD não é JIP”, não tá de todo errada. Interpretação de ser devidamente premiada. Próximo!
    Em geral, os heróis recebem 1 ponto de poder cada por completar com sucesso uma aventura de uma sessão de jogo. Se os heróis venceram inimigas ou desafios particularmente difíceis, o mestre pode aumentar essa quantidade para 2 pontos de poder. Para aventuras que durem mais de uma sessão de jogo, os heróis devem ganhar 1 ponto de poder por sessão, mais um bônus possível de 1 ou 2 pontos no final, se tiverem se saído especialmente bem.
    O mestre pode variar esta taxa de avanço, concedendo mais pontos de poder por aventura, permitindo que os heróis cresçam em poder com mais facilidade - algo que pode ser adequado a certos estilos de jogo. O mestre também pode escolher não conceder nenhum ponto de poder por uma aventura na qual os heróis se saíram particularmente mal - por exemplo, falhando em impedir o grande plano do vilão ou permitindo que muitos inocentes sofressem ferimentos que poderiam ter sido evitados.
    Aqui vemos uma gambiarra de DeD jogável pro gênero super-heroico, sem muita inovação quando se trata de Px. Próximo!
    O Old Dragon utiliza um sistema misto de experiência, que premia a interpretação do personagem e a sua desenvoltura em combate. Todo monstro do Old Dragon concede um valor de Px em caso de derrota ou fuga. Esses Px são coletivos, e devem ser somados ao longo da sessão de jogo e divididos entre todos os personagens que efetivamente participaram dos combates. 
    O Px individual é concedido a partir do desempenho interpretativo de cada jogador. O mestre deve analisar o quão boa foi a sua interpretação e conceder pontos de experiência de acordo. É importante levar em conta os principais pontos de formação de um personagem, como sua classe, alinhamento e raça. 
    O mestre também pode querer premiar com algum Px bônus outros elementos interessantes, como organização, heroísmo, e até mesmo boas ideias durante o jogo. Essa forma de premiação é inteiramente recomendável, desde que usada com moderação.
    Misto, pero no mucho. Na hora de dizer quanto Px ganha no muque ou no “corre, negada!”, é bem preciso, mas pra interpretação e inventividade é mais que vago. O fruto não cai longe do pé. Mas podia ser pior e premiar Px por ouro.💩 Próximo!
    Sempre que derrotar um oponente, deverá fazer um teste de Sorte (Dificuldade 5). Se vencer, ganhará 1 nível. Ganhando níveis você ganhará uma nova Técnica da sua ocupação.
    Aqui temos a falsa impressão de ser um jogo que premia só o combate, mas a interpretação é premiada durante a jogatina, fornecendo bônus aos PJ para suplantarem os obstáculos. É uma ótima sacada pra jogo casual, mas não sei como aplicaria no BALA.
    Em suma, interpretação, inventividade, coleguismo, conclusão e aprendizado são bons parâmetros. Ficando assim:
    Ao fim de cada sessão de jogo, a(o)  MJ distribuirá aos PJ Pontos de Experiência (Px) usando os seguintes critérios:
  1. 1 Px por interpretação;
  2. 1 Px por inventividade;
  3. 1 Px por coleguismo;
  4. 1 Px por conclusão;
  5. 1 Px por aprendizado.
    Saber interpretar o papel da sua(eu) boneca(o) é o principal no BALA. Se a PJ fez uma boneca com acrofobia, não será a primeira do grupo a correr pela velha ponte suspensa 30 m acima do rio. 
    Ter uma boa ideia é uma coisa bem vinda na vida e no jogo, também. Uma boa sacada pode ajudar não só a(o) PJ, mas todos no grupo.
    Trabalho em equipe é essencial em casa, na escola, no trabalho, na associação de bairro, no grêmio estudantil, no sindicato e no partido. Juntos somos mais fortes. Quando em grupo, seja fiel aos seus.
    Todo desafio concluído é passível de recompensa, seja um 10 depois de uma véspera de estudos com os colegas, ou ganhar a chave da cidade após deter o maremoto com seus Supercamaradas. 
    A boa e velha moral da história. Veja o que a(o) PJ e/ou sua(eu) boneca(o) aprendeu na sessão.
***
    Eu vou ficando por aqui, se você tem algum apontamento, o comentário abaixo é todos seu. Se você caiu de paraquedas aqui e não sacou direito do que estou falando, leia os Aforismos SISPRO anteriores. Beijo no quengo e até a próxima.

quinta-feira, 8 de junho de 2023

Super Momice nº2

Às vezes me pergunto como deve ser a vida no universo do Super-Homem. Quando me pergunto coisas, muitas vezes me sinto compelido a desenhar coisas. Clique em cada um para ampliar... Nem imagino o caos que deve acontecer regularmente no consultório do oculista. Kerry Callen.


Publicado originalmente em Super Antics #2

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Super Momice nº1: Invulnerabilidade não resolve todos os problemas

Aqui está um pequeno quadrinho baseado em um sonho que tive! Clique para ampliar. Kerry Callen.


Originalmente publicado em  Invulnerability doesn't solve all problems.

terça-feira, 6 de junho de 2023

Aforismos SISPRO 6, tudo bom e nada presta.


22:44 28/05/2023

        Paciência Com Mecânica Jotaipística, PCMJ, seria uma boa alternativa do verbete "RPG Solo", já que não concordo com o conceito, mas aprovo a prática.


22:45 28/05/2023

        Já para a modalidade "cooperativa sem mestre", me lembra de ronin, um samurai que não seguia a um daimyo, ou seja, que não possuía um mestre. Ronins Com Mecânica Jotaipística, RCMJ? Tá bem medíocre.


03:25 29/05/2023

        Jogo de Interpretação de Papéis Sem Mestre, JIPSM? Fica extenso. Tem que ser curto e sem estrangeirismos.


03:28 29/05/2023

        Bonecagem Divertida Sem Mestre, BDSM.😂 Ia dar uma confusão com a galera procurando "Aventura BDSM" em motor de busca na internet.


03:59 29/05/2023

        Como tudo é decidido aleatoriamente com oráculos (simuladores de mestre), Bonecagem Aleatória Sem Mestre, BASM, tá bom.


04:02 29/05/2023

        Tenho que dar uma olhada nos livros da 101 Games e outros oráculos pelos blogues do nicho. Achei uma lista boa no SolosferaRPG.


14:05 29/05/2023

        Como a energia ainda não estabilizou depois das chuvas desta madrugada, não consegui baixar nada da lista pra examinar. Aliás, a lista de laboratório de leitura tá grande:

-Blades in the Dark, BitD (Lâminas no Escuro);

-Les Ombres d'EsterenLOdE (As Sombras de Esteren);

-World of Dungeons: Turbo Breakers, WoDTB (Mundo dos Antros: Britadeiras Turbo);

-Oráculo ó3 – Tiago Alves (Tdetudo Jogador Solo);

-Modula Solo – Guilherme Taverneiro (Nereus RPG);

-MEMe – Tiago Junges (Coisinha Verde);

-Levhiathan – Leivison Dias;

-2d10 Solo – Tio Newton “Nitro” Rocha (NitroDungeon);

-Oraculum – Caio Romero (Campfire Estúdio).


17:16 29/05/2023

        Enquanto lia BitD 2ª ed. com a ajuda do Read Aloud (já foi quase 1/3), fui catar o LOdE, que achei que tinha baixado. Fui no sítio oficial e peguei o PDF gratuito com as regras. Como Je ne parle pas de merde, traduzi dividindo em arquivos de 9,9MB com o Sejda, pra poder usar o tradutor de documento do Google e depois montar no Nitro PDF, assim como fiz com a prévia do Tales of the Valiant (Contos do Valente), da Kobold Press, que logo publicarei. Como só quero a informação em LOdE, não me preocupei com a diagramação que o Google fez. Se tu não liga também, pode pegar o teu lá na EVA.


15:20 30/05/2023

        Tô lendo o BitD 2ª ed. Já passei pela parte recomendada pelo Gilson Rocha. Não gostei. Achei simplório, quase bitolante. Decidi ler o resto. Chato demais! Além de me irritar muito como o autor se coloca no lugar de mamãe passarinho, regurgitando o jogo na goela do leitor. Nada interessante até a p. 216. Vamos ver depois de ler tudo. Vai que.


16:19 30/05/2023

        Resolvi usar uma 3ª fonte na diagramação do livro: Cuprum Regular, de Jovanny Lemonad. Creio que será uma boa fonte não serifada para as tabelas.


19:08 30/05/2023

        Enquanto trabalhava nas capas dos livros, me ocorreu dar uma olhada na classificação indicativa. Pelo que li do Guia Prático de Artes Visuais, será NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS, como imaginei.


19:50 30/05/2023

        Acabei de ler BitD. Só achei manero o cenário, mas como não é meu foco, ignorarei. Próximo!


20:19 30/05/2023

        Terminei a capa. Quer dizer, ainda não sei se o pé de página ficará exatamente assim, já que posso pôr a autoclassificação indicativa na contracapa e o logo de JIP na lombada, mas basicamente é isso. Chega por hoje. Vou jantar e ver o final de R.O.D The TV.



04:10 2023/06/01

        Estou fazendo direto do Google Docs pois o notebook começou a fazer barulhos estranhos e resolvi desfragmentar o disco rígido. Só há pouco subi tudo da pasta do blogue pro GDrive. Enquanto isso refiz a capa para espertofone e fiz uma A5.

04:20 01/06/2023

        Ainda sinto falta do bom e velho “F5” do Bloco de Notas para uma inserção de marca de tempo instantânea, mas fazer o que? Deixa eu voltar pra R.O.D The TV que ainda tô no 20º episódio.


04:37 01/06/2023

        Ah! Já ia esquecendo. Fiz uma maquete do livro em A5 com Smartmockups (Maquetes-espertas).


09:07 01/06/2023

        Bom, já acabei a maratona de R.O.D The TV, posso voltar ao trabalho. Vou continuar com as leituras recomendadas do GR, bora ler As Sombras de Esteren.


12:09 01/06/2023

        Durmi e quando acordei, o Read Aloud já tava na 77 de 84. Vou ter que reler tudo pois não lembro de nada.


15:40 06/06/2023

Eu li o LOdE e não gostei. Pelo menos da forma que é apresentado. Pode ser que incorpore algo parecido ao BALA, mas só se outra fonte me apresentar algo semelhante de uma forma que me convença. Hoje não.

Por conta ficar De bob na net, tive contato com Tunnels & Trolls (Túneis e Trols), T&T, e acabei encontrando The T&T Solo Design Guidelines or How to Write a Solo Adventure (As Diretrizes de Desenho T&T Só ou Como Escrever uma Aventura Só). 


16:06 06/06/2023

Como dizia antes de pôr meu cão de castigo por cagar e mijar a cozinha e o corredor, fiz com o ADDTeTS a mesma coisa que fiz com LOdE. Deixei lá na EVA pra tu o pegar o teu.

segunda-feira, 5 de junho de 2023

De bob na net: fuçando por aí se encontram coisas maneras


    Estava eu tentando acalmar uma crise depressiva, decorrente do acordar tarde e faltar a uma Sessão Remela do Rizoma Cultura RPG, com buscas decorrentes do vídeo do DM Quiral onde ele afirmou que o termo RPG foi cunhado pela equipe do Tunnels & Trolls (Túneis e Trols).


    Até perguntei a fonte nos comentários, "Eu achei que tinha perguntado, mas me equivoquei. Tem fonte dessa informação da cunhagem do termo RPG pelo pessoal do T&T?". O Quiral me respondeu 2h 33min depois, mas isso eu conto mais pra frente.

    A afirmativa me fez procurar tal JIP. Lembrei, primeiramente, de um ocorrido compartilhado pelo Magno Souza, na Ação RPGista Antifascista, há um tempo (dia 21 fará 2 anos), Em que a um fã, descontente com uma postura racista e islamofóbica da editora Flying Buffalo Inc., vulgo FBI, queimou sua coleção.


     Continuei a busca pela confirmação da história. Depois de baixar uma cópia do PDF de relançamento (2013) da 1ª edição, e ver que a informação que buscava não estava lá, e não achar (por ora) a 2ª, achei o artigo Uma breve história de D&D e jogos abertos, de Tomas McIntee. O artigo me prendeu até o 7º parágrafo onde li:

Elementos temáticos foram emprestados livremente de uma ampla gama de romances de fantasia e ficção científica, geralmente sem citação direta. Mais notoriamente, isso levou a um processo judicial da propriedade litigiosa de Tolkein, que levou os “hobbits” a serem renomeados como “halflings”, mas inclui algumas coisas que estão principalmente associadas à marca D&D hoje, como bestas deslocadoras, espadas vorpal e a versão regeneradora dos trolls.

    Vorpal. Não confundir com o antigo sítio do Fabiano Neme, que tá de casa nova. Lembrei de já ter procurado o verbete anteriormente, mas a esclerose quadragenária me impede de saber quando. Foda-se. O verbete é um neologismo de Lewis Carroll para Jaguadarte (Jabberwocky, no original em inglês), um poema sem sentido que aparece no livro Alice no País dos Espelhos (1871), e considerado um dos principais poemas sem sentido escritos em imperialês.

O Jaguadarte, ilustrado por John Tenniel

    Segundo consta, Carroll disse que não poderia explicar a palavra vorpal, embora tenha sido notado que ela pode ser formada por letras alternadas de verbal e evangelho (gospel), segundo Martin Gardner, em The Annotated Alice (A Alice Anotada), de 1971. Aparece no Dicionário Collins como:

vorpal

in British English

(ˈvɔːpəl )

ADJECTIVE

literature

fatal

    Porém tratam-se de conjecturas. A tese do Gardner parece até brisa de Jesus na goiabeira. Afinal o que é vorpal?

Porra, Franciel! 😂

    Resolvi ler o poema traduzido, afinal não falo imperialês. Achei SETE TRADUÇÕESO mais apreciado é “Jaguadarte”, título da versão feita por Augusto de Campos. Mas ainda existe “Tagarelão”, “Pargarávio”, “Bestialógico”, “Blablassauro” e “Algaravia”. Vê o poema original e as 7 traduções.


Jabberwocky
Lewis Carrol


‘Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe:
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe.


“Beware the Jabberwock, my son!
The jaws that bite, the claws that catch!
Beware the Jubjub bird, and shun
The frumious Bandersnatch!”


He took his vorpal sword in hand:
Long time the manxome foe he sought—
So rested he by the Tumtum tree,
And stood awhile in thought.


And, as in uffish thought he stood,
The Jabberwock, with eyes of flame,
Came whiffling through the tulgey wood,
And burbled as it came!


One, two! One, two! And through and through
The vorpal blade went snicker-snack!
He left it dead, and with its head
He went galumphing back.


“And hast thou slain the Jabberwock?
Come to my arms, my beamish boy!
O frabjous day! Callooh! Callay!”
He chortled in his joy.


‘Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe:
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe.


Traduções em Português


JAGUADARTE
Augusto de Campos


Era briluz. As lesmolisas touvas
roldavam e reviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.


“Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Fefel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassura!”


Ele arrancou sua espada vorpal
e foi atras do inimigo do Homundo.
Na árvore Tamtam ele afinal
Parou, um dia, sonilundo.


E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, olho de fogo,
Sorrelfiflando atraves da floresta,
E borbulia um riso louco!


Um dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para tras, para diante!
Cabeca fere, corta e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.


“Pois entao tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!”
Ele se ria jubileu.


Era briluz.As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.


PARGARÁVIO
Maria Luiza X. de A. Borges


Solumbrava, e os lubriciosos touvos
E vertigiros persondavam as verdentes;
Trisciturnos calavam-se os gaiolouvos
E os porverdidos estringuilavam fientes.


“Cuidado, ó filho, com o Pargarávio prisco!
Os dentes que mordem, as garras que fincam!
Evita o pássaro Júbaro e foge qual corisco
Do frumioso Capturandam.”


O moço pegou da sua espada vorpeira:
Por delongado tempo o feragonists buscou.
Repousou então à sombra da tuntumeira,
E em lúmbrios reflaneios mergulhou.


Assim, em turbulosos pensamentos quedava
Quando o Paragarávio, os olhos a raisluscar,
Veio flamiscuspindo por entre a mata brava.
E borbulhava ao chegar!Um , dois! Um, dois!


E inteira, até o punho,
A espada vorpeira foi por fim cravada!
Deixou-o lá morto e, em seu rocim catunho,
Tornou galorfante à morada.


“Mataste então o Pargarávio? Bravo!
Te estreito no peito, meu Resplendoso!
Ó gloriandei! Hosana! Estás salvo!”
E na sua alegria ele riu, puro gozo.


Solumbrava, e os lubriciosos touvos
E vertigiros persondavam as verdentes;
Trisciturnos calavam-se os gaiolouvos
E os porverdidos estringuilavam fientes.


O TAGARELÃO
William Lagos


Era o Assador e os Sacalarxugos
Elasticojentos no eirado giravam
Miserágeis perfuravam os Esfregachugos
E os verdes porcalhos ircasa arrobiavam.


Cuidado, meu filho, com o Tagarelão!
Te morde com a boca e te prende com a garra!
Escapa ao terrível Jujupassarão
E foge ao frumoso e cruel Bandagarra!


Cingiu à cintura sua espada vorpal
E por longo tempo o manximigo buscou
Da árvore Tumtum na sombra mortal,
Em cismas imerso afinal descansou.


E assim, ufichado em seu devaneio,
O tagarelão, com olhos de chama,
Surdiu farejando do bosque no meio:
A gosma supura e a baba derrama!


Um, dois! E dois, um! A lâmina espessa
Cortou navalhando sua espada vorpal!
Deixou-lhe o cadáver e trouxe a cabeça;
Voltou galufando em triunfo total! “


Pois mataste destarte o Tagarelão?
Vem dar-me um abraço, meu filho valente!
O fragor desse dia! O meu coração
Em êxtase canta loução e contente!


Era o Assador e os Sacalarxugos
Elasticojentos no eirado giravam
Miserágeis perfuravam os Esfregachugos
E os verdes porcalhos ircasa arrobiavam.


BESTIALÓGICO
Eugênio Amado


Brilhava o dia, e uma fumaça
No céu girava sem parar;
Palhaços sérios espiavam
Loucos risonhos a cantar.


Cuidado com o Bestialógico!
Se ele te pega é perdição!
Cuidado com a Ave Jujuba
E o terrível Bicho-Papão!


Ele tomou de sua espada
E foi atrás de uma inimiga;
À sombra da árvore Tuntun,
Descansou, coçando a barriga.


E ali ficou o Bestialógico,
Olhos selvagens, chamejantes,
Resfolegando na floresta
Com mil idéias borbulhantes.


Um, dois! Um, dois! Veio marchando.
Ao vê-la ergueu a espada e – zop!
Deixou-a morta e sem cabeça,
Voltando em seguida a galope.


Mas quem morreu? O Bestialógico?
Pois então vem até os meus braços!
Que lindo dia! Tu mereces
Milhões de beijos e de abraços!


Brilhava o dia, e uma fumaça
No céu girava sem parar;
Palhaços sérios espiavam
Loucos risonhos a cantar.


BLABLASSAURO
Ricardo Gouveia


Brilumia e colescosos touvos
No capimtanal se giroscavam;
Miquíticos eram os burrogouvos,
E os mamirathos extrapitavam.


“Foge meu filho, do Blablassauro!
Boca que morde, garra que agarra!
Fica longe do Ornitocentauro
E do frumioso Bombocarra!”


Nas mãos tomou sua espada vorpal:
Venceria o manxomo inimigo!
Pensaparou ao pé de um Tumtal,
Meditando, ele e seu umbigo.


Em úfia concentração pensava;
E o blablassauro, olhar flamejante,
Do bosque tulgeo, aos bufos chegava
Balouçando o corpo borbulhante!


Zás-trás! Alto a baixo, lado a lado
Corta e pica a lâmina vorpal!
Levando a cabeça do malvado,
Galunfante, voltou afinal.


“Então o Blablassauro morreu?
Vivas! Frabujoso! Quem diria?
Abraça-me, briante filho meu!”
E ele ria de pura alegria.


Brilumia e colescosos touvos
No capimtanal se giroscavam;
Miquíticos eram os burrogouvos,
E os mamirathos extrapitavam.


ALGARAVIA
Oliveira Ribeiro Netto


Era o auge e as rolas brilhantes
Pelo ar giravam, giravam.
Palhaços davam pinotes,
Os montes se amontoava.


– Cuidado com a Algaravia,
meu filho, ela morde e arranha!
Bicho papão te carrega,
O Lobisomem te apanha!


Ele de espada na mão
Foi buscar o inimigo…
Junto dum mandacaru
Ficou pensando consigo.


Enquanto estava cismando,
Vem do mato a Algaravia.
Dos olhos saia fogo,
Era brasa que cuspia.


Um dois, um dois, zás-trás,
Num instante ele a matou,
Cortou depressa a cabeça
E pra casa voltou.


– Vem aos meus braços meu filho!
Tu mataste a Algaravia?
Dia feliz! Salve! Salve!
E cantava de alegria.


Era o auge e as rolas brilhantes
Pelo ar giravam, giravam.
Palhaços davam pinotes,
Os montes se amontoava.


ALGARAVIA
Pepita de Leão


Era o fervor, e as rutilas rolinhas
Girando, o taboleiro afuroavam.
Estavam os truões bem divertidos,
E os cerros patetas se firmavam.


“Cuidado com o Algaravião, meu filho!
Ele morde, e segura até um homem!
Cuidado com o Pássaro Bisnau,
E foge do terrível Lobishomem!”


Ele pegou na espada bem afiada,
Levou tempo, buscando o inimigo …
Foi descansar ao pé da Bananeira,
E ali ficou, pensando lá consigo.


E enquanto ali estava a matutar,
Lá de dentro do mato vem chegando
O Algaravião de olhos de fogo,
E de longe ele vinha já bufando!


Um, dois! Um, dois! E assim de lado a lado
A lâmina cortante foi rangendo!
Ele matou-o pegou na cabeça,
E de volta p’ra casa foi correndo.


“Tu mataste o Algaravião, meu filho?
Dá-me um abraço! Que glorioso dia!
Que dia glorioso! Viva! Vivôôô!…
Ele também deu vivas de alegria.


Era o fervor, e as Rutilas rolinhas
Girando, o taboleiro afuroavam.
Estavam os truões bem divertidos,
E os cerros patetas se firmavam.


    Eu gostei mais do Blablassauro, do Gouveia. Mas como o FDP DO CARROLL NÃO PODIA EXPLICAR A PALAVRA vamos aplicar a construção de uma palavra com um pedaço de outras duas, como Lusidali, filha de Seu Lusimar e Dª Dalila, e como esse Guimarães Rosa de meia tigela fez na maioria dos neologismos no poema. Primeiramente separemos o verbete em 2: VOR e PAL. Agora procuramos palavras, em imperialês, começadas e terminadas com esses trechos, usando O Dicionário Livre. De cara já escolho VORaz (VORacious). Poderia ficar com a escolha óbvia PAL (amigo íntimo), mas a primeira definição de PALe é, Uma estaca ou vara pontiaguda; um piquete (A stake or pointed stick; a picket). Então temos que o verbete VORPAL porder-se-ía significar ESTAVOR (estaca+voraz). O que resulta na seguinte versão de Blablassauro:

(...)


Nas mãos tomou sua espada estavor:
Venceria o manxomo inimigo!
Pensaparou ao pé de um Tumtal,
Meditando, ele e seu umbigo


(...)


Zás-trás! Alto a baixo, lado a lado
Corta e pica a lâmina estavor!
Levando a cabeça do malvado,
Galunfante, voltou afinal.


(...)


    Feito o exercício neologístico, voltemos a duvida, agora já respondida pelo amigo Quiral:

Xikowisk

    Eu achei que tinha perguntado, mas me equivoquei. Tem fonte dessa informação da cunhagem do termo "RPG" pelo pessoal do T&T?

DM Quiral

    Tem sim. Vou te passar três: 

1. Playing at the World

2. Dados & Homens

3. O império da imaginação

🤘🤘🤘

    Bom, Playing at the World: A History of Simulating Wars, People and Fantastic Adventures, from Chess to Role-Playing Games (Jogando no mundo: uma história de simulação de guerras, pessoas e aventuras fantásticas, do xadrez aos Jogos de Interpretação de Papéis), de Jon Peterson, não tem tradução ainda, reserve; Dados e Homens, de David M. Ewalt, saiu pela Editora Record em 2016, e eu tenho, comece por aqui; Dungeons & Dragons: O império da imaginação, de Michael Witwer, saiu aqui pela Leya, também em 2016, e lembro te tropeçar nele no Telegram, ver em seguida.

Dados e Homens p. 128

    Folhei a 2ª fonte e achei só 2 menções a T&T. O que poderia ter demorado menos, já que o livro conta com índice remissivo. 😅 Porém, como mostro acima, não há crédito pra a cunhagem do verbete RPG. Seguindo para a 3ª fonte obtida no Telegram, na p. 51 temos:

Ironicamente, foram essas ações da TSR que levaram os pequenos imitadores a desenvolver um termo genérico para os jogos como D&D, para que pudessem continuar a vender os seus produtos. Depois das ameaças por quebra de copyright, a Flying Buffalo removeu todas as menções de Dungeons & Dragons e de outros jogos da TSR de seus anúncios, escolhendo se referir a eles como “outros jogos de interpretação de papéis de fantasia”(Citado e desenvolvido em Peterson, 2012, 556). O termo apareceu pela primeira vez em uma propaganda de Tunnels & Trolls na edição de 1º de agosto de 1976 do catálogo da Metagaming Concepts. Foi assim que o termo “jogo de interpretação de papéis” surgiu.

    Peterson recebe referência aqui, então me sinto obrigado a ver o seu livro ainda não traduzido. Como a versão catada é em EPUB, a busca fica bem mais dinâmica usando o Calibre:

Flying Buffalo also elected to remove the words “Dungeons & Dragons” from all advertising for Tunnels & Trolls. Their advertisement in the Metagaming catalog published on August 1, 1976, shows us how they circumvented the need to mention any TSR products: “Similar in concept to other fantasy role-playing games, Tunnels and Trolls has the advantage of a more simple design and less detail.” The construction “other fantasy role-playing games,” building on the reference to “role-playing game” Flying Buffalo’s boss Rick Loomis had already dropped in the May Wargamer’s Information, served as a very convenient euphemism for a certain game with a majority of the market share. “Monsters! Monsters! is an all new fantasy role-playing game from Metagaming Concepts,” we learn elsewhere in the same catalog, and “major omissions and contradictions that plague other fantasy game systems are not part of Monsters! Monsters!” In case there was any confusion about what those “other fantasy game systems” might be, another advertisement on the same page helpfully begins, “Dungeons & Dragons is the original fantasy role-playing game.” Thanks to TSR’s prohibitions, Flying Buffalo and Metagaming became the first companies to market their products as “role-playing games” in the sense that the future game industry would recognize. This advertising copy echoed into product reviews as well; for example, in the American Wargamer (November 1976), by way of reviewing Monsters! Monsters!, George Phillies calls it a “role-playing game.” [AW:v4n4] Even more rapidly, Avalon Hill picked up the term: in the July 1976 issue of the General, a list of new titles under consideration includes “Gunfighter—an individual role-playing game of life and adventure in an old west cowtown” and “Comanche—Another role-playing game from the old west.” [AHG:v13n2]

Traduzindo:

A Flying Buffalo também decidiu remover as palavras “Dungeons & Dragons” de toda a publicidade de Tunnels & Trolls. Seu anúncio no catálogo Metagaming publicado em 1º de agosto de 1976 mostra como eles contornaram a necessidade de mencionar qualquer produto TSR: “Semelhante em conceito a outro jogo de interpretação de papéis de fantasia, Tunnels and Trolls tem a vantagem de um desenho mais simples e menos detalhe”. A construção "outro jogo de interpretação de papéis de fantasia", com base na referência ao "jogo de interpretação de papéis" que o chefe da Flying Buffalo, Rick Loomis já havia largado no Wargamer's Information de maio, serviu como um eufemismo muito conveniente para um determinado jogo com a maioria dos a participação de mercado. “Monsters! Monsters! (Monstros! Monstros!) é um jogo de interpretação de papéis de fantasia totalmente novo da Metagaming Concepts”, lemos em outro lugar no mesmo catálogo, e “grandes omissões e contradições que afligem outros sistemas de jogos de fantasia não fazem parte de Monsters! Monsters!” Caso haja alguma confusão sobre o que esses “outros sistemas de jogos de fantasia” podem ser, outro anúncio na mesma página começa de forma útil, “Dungeons & Dragons é o jogo de interpretação de papéis de fantasia original”. Graças às proibições da TSR, a Flying Buffalo e a Metagaming tornaram-se as primeiras empresas a comercializar seus produtos como “jogos de interpretação de papéis” no sentido que a futura indústria de jogos reconheceria. Essa cópia de publicidade também ecoou nas análises de produtos; por exemplo, no American Wargamer (novembro de 1976), por meio de revisão de Monsters! Monsters!, George Phillies chama isso de “jogo de interpretação de papéis”. [AW:v4n4] Ainda mais rapidamente, a Avalon Hill adotou o termo: na edição de julho de 1976 do General, uma lista de novos títulos em consideração inclui “Gunfighter (Pistoleiro) – um jogo de interpretação de papéis individual de vida e aventura em uma vila-vaqueira do velho oeste” e “Comanche – Outro jogo de interpretação de papéis do velho oeste”. [AHG:v13n2]

    Moral da busca: Sempre veja se há índice remissivo; O vorpal do Carroll pode ser estavor (estaca+voraz); e Tunnels & Trolls cunhou o termo JIP em 1º de agosto de 1976. 

    Obrigado pela leitura, beijo no quengo e até a próxima.